Pular para o conteúdo principal

É um Pterodáctilo!!

É um Pterodáctilo!! Relato de um Acampamento com Hoasca

Eu amo acampar! Mas se alguém me dissesse que uma viagem para o meio do mato me faria encarar o luto, vivenciar uma cerimônia espiritual e quase me convencer de que estava diante de um dinossauro extinto, eu chamaria de doido. Anos atrás um amigo me convidou para um acampamento dentro de uma reserva da SABESP em Bragança Paulista, onde ficaríamos um fim de semana em doze pessoas.

Minha mãe tinha partido há quatro meses, depois de uma luta de sete anos contra o câncer. Acompanhá-la durante todo esse processo tinha me exaurido e eu precisava de um descanso, de contato com a natureza, então aceitei imediatamente. Seria um bom lugar pra refazer minhas forças e me reconectar comigo mesma.

Arrumei minha mochila, chequei a barraca, embalei os alimentos, um cobertor pra dormir em cima, roupa adequada e uma faca de caça, minha companheira nas entradas no mato. Sempre penso no peso que posso carregar, esse é o limite da bagagem. Depois de calçar o coturno, eu estava pronta. Partimos no sábado bem cedo para Bragança Paulista e de lá pro mato. Meu amigo tinha permissão para acampar na reserva, onde a entrada é bem controlada, certificam-se de quem são os visitantes e, além disso, no decorrer dos dois dias tem as visitas dos guardas florestais.


MONTANDO O ACAMPAMENTO

Chegamos no sábado de manhã, procuramos um local perto da água com vasta vegetação e árvores. Montar o acampamento é trabalho cansativo, mas muito prazeroso. Armar as barracas, pegar lenha no mato, cavar a terra onde se vai fazer o fogo, juntar pedras e proteger as bordas da fogueira, organizar onde se vai cozinhar. Para saber como é o contato com o elemento Terra, ter uma pálida ideia de como viviam e vivem alguns povos na zona rural, sem as amenidades possíveis de hoje, é preciso acampar. No fim do dia um cansaço bom toma o corpo, e a gente entende como é duro o trabalho na natureza.

Sim, a Terra fornece os frutos, mas você faz o resto: localiza, carrega e prepara. Mas, principalmente, respeita o ciclo do Sol, pois quando a noite vem e a escuridão cobre tudo, não se tem mais o direito de ir onde quiser.  O local escolhido para o acampamento é seu, os bichos respeitam. Quando o Sol se põe é melhor ter um abrigo preparado, barraca montada, água, fogo e tudo mais que for necessário. 

Há cantos ainda mais reservados, onde os animais de hábitos noturnos estão em liberdade e é melhor não incomodá-los. A humildade se impõe e você aprende a respeitar a natureza com suas dinâmicas. Todos têm direitos, cada um tem seu momento e suas necessidades. Na natureza ninguém diz pra você o que fazer; a lei é silenciosa e implacável. Quebrá-la é sua total responsabilidade e não tem advogados pra te defender nem manobrar as regras. Sem disciplina e respeito, você sofre as consequências  Eu gosto disso, tenho que admitir, é um momento em que nos sentimos fortes e frágeis na medida certa.

Comida de acampamento também é muito boa, exatamente o que você precisa sem floreados. No caminho encontramos inhames, bananas, taioba, cana de açúcar. Maravilha! Melhoramos o cardápio composto de lentilhas, arroz, atum em lata e outras poucas iguarias. Primeiro dia de acampamento dá pra ter até ovo, se você conseguir carregar com cuidado, depois é o básico. Não tem geladeira pra assaltar no meio da noite. Mas tínhamos bolo, biscoitos e pão. Entretanto há coisas que não combinam com o chá, a Hoasca. O estômago não aceita. Mamãe natureza não dá mole, ela apenas é. Cozinhamos cedo, partilhamos a refeição e preparamos tudo para a noite.


SOB A LUZ DA LUA

Noite de lua cheia, tínhamos toda luz que precisávamos vindo da fogueira e dela, noite mágica! Os sapos fizeram sua apresentação, grilos e outros bichos, que não reconheço pelo som, se juntaram à orquestra. Minutos depois eles silenciaram. A vegetação mostra-se num verde escuro brilhante sob a luz da Lua, com sombras insinuantes em todo canto. Sentados em volta da fogueira com cerimonioso respeito, agradecemos a oportunidade da vida e da experiência, saudamos a natureza e pedimos a proteção de nossos mentores.

Eu tinha por objetivo focar no momento presente para perceber energias mais sutis. Acalmando minha mente e observando, sorvendo um pouco mais de fluido vital universal. Há pessoas que acreditam que essa energia flua através da Terra, da Lua, do fogo e outros, ainda, do ar. Mas é fato que essa energia sutil está em toda parte, só temos que nos acalmar respirar e ter consciência da nossa essência. Quando nos tranquilizamos o suficiente e focamos a atenção, parte do mundo energético pode ser percebido, conforme a intenção e alcance mental de cada um. 


A BEBERAGEM

Esse amigo tinha licença para ministrar o chá, ele estava qualificado pelas autoridades competentes, espirituais e legais. Por volta de 20h tomamos pequenas doses de Hoasca. Após as palavras de abertura da cerimônia, quedamo-nos em silêncio só observando a nós mesmos. É isso que diferencia um cerimonial naturalista de qualquer outro: o silêncio. Nada de meditação guiada, alguém dizendo como você deve se sentir ou o que pensar. 

Eu, particularmente, comecei a perceber uma claridade mais acentuada no mato, como uma névoa brilhante, uma energia tranquila e silenciosa que permeava todo o local, tudo estava nela. Cada um na sua viagem interna. 

Hoasca promove um estado meditativo, percepção intensa do momento presente. Tudo está vivo e sabemos disso racionalmente, mas vivenciar é outro nível de conhecimento. “Conhece-te a TI mesmo!” Raramente estamos dispostos a auto-observação, envolvidos na rotina cheia de obrigações impostas pelo nosso modo de vida. Mas é bom integrar-se à natureza com sua fauna e vida borbulhante, quando estamos em atenção plena. A paisagem - o céu, luz da Lua, sombras, ruídos -  adquirem novos significados. 


MENSAGEM PARA MINHA MÃE

Durante a meditação, eu fiz uma pergunta mentalmente para minha mãe: “Mãe, a senhora estava sofrendo, eu sei que não queria partir; então me diga se está bem, se já está melhor. Procure me dar algum sinal de forma que eu saiba reconhecer, algo que só a senhora poderia dizer.” Recebi a resposta no final do dia seguinte, domingo, ela respondeu. Vou explicar no final da história.

Depois de cerca de duas horas de meditação silenciosa, o efeito da beberagem diminui, então começamos a trocar impressões sobre o local. Comentamos sobre a luz da Lua, a fogueira, o mato, os bichos, algumas pessoas falaram de suas percepções particulares, voluntariamente. Você divide o que quiser, se não deseja falar, só escuta.

Alguém começou a tocar um violão, comemos biscoitos e bolo, tomamos chá verde e dividimos a companhia uns dos outros, felizes e fraternais. As pessoas conversavam, outros cantavam acompanhados pelo violão, outros alimentavam a fogueira com mais lenha. E por volta de meia-noite as pessoas começaram a se retirar para suas barracas. Eu fico até o fim, sentindo-me animada pela vibração feliz presente no acampamento. Gosto de observar o céu, ouvir os sons da mata, sentir a Terra, aproveito cada instante.


É UM PTERODÁCTILO

O fato é que por volta de meia noite e meia éramos três pessoas em volta da fogueira, dois amigos e eu. Então ouvimos um bater de asas que, pelo barulho, devia ser um pássaro muito grande. Foi um flop-flop-flop-flop bem sonoro. Lembro que meu primeiro pensamento foi: “É UM PTERODÁCTILO!!” Claro que um segundo depois a razão me disse que pterodáctilos estavam extintos desde o Jurássico, há 150 milhões de anos.

Nós três ouvimos, daí meu amigo Jhony comentou que estávamos perto da água, algum pássaro veio matar a sede. Então decidimos que era hora de ir para as barracas. Eu fui pra minha barraca sozinha, mas meus sentidos estavam em alerta total, não só pela influência da Hoasca, mas também pelo medo daquele bicho que eu não conseguira identificar. Era um pássaro grande, que tipo de pássaro seria?? Quando nossos sentidos estão em alerta, você escuta TUDO em volta: o vento, a água correndo lá longe, pequenos animais e insetos caminhando pelas folhas. Qualquer som, especialmente pra mim que tenho boa audição, fica ampliado. Eu me despedi dos amigos e fui pra minha barraca. É claro que eu não iria dizer que estava apreensiva, sou Mulher! Entrei e fechei o zíper, era uma barraca iglu moderna, muito leve, estrutura de varetas em fibra de vidro.


PREPARADA PARA O CONFRONTO

Eu não relaxei, não tirei o coturno, nem o casaco. Fiquei sentada no cobertor dobrado, encostada na mochila de lona com minhas coisas todas arrumadas dentro. Com a faca de caça desembainhada na mão, fiquei de prontidão pensando: “Seja lá o que for que entre pela frente, eu rasgo a barraca com a faca e saio por trás correndo o mais que puder. Se for o caso eu ataco também, sem luta essa coisa não me pega!!” 

Acordei com o dia já claro, domingo ensolarado, na mesma posição em que me sentei e estava com a faca ainda na mão. E dei muita risada sozinha na barraca imaginando que devo ter adormecido uns 3 minutos depois. Quem quer que entrasse na barraca teria um bom trabalho pra me acordar. Na verdade sempre dou gargalhadas lembrando disso.

No caminho de volta vimos pássaros grandes e pretos, sentados num morro alto com pedras, longe da estrada. Eram realmente grandes e estavam bicando alguma coisa no chão! Mostrei para meus amigos e um deles disse ser um "pombão", um pássaro típico das matas do interior paulista que se parece com um gavião. Um daqueles pássaros, talvez um gavião mesmo, visitou o acampamento naquela noite, mas ficou lá no topo das árvores. Foi quando ouvimos o bater de asas. Lá estava meu pterodáctilo. Mistério solucionado.

Porque pensei num animal extinto ao invés de lembrar dos gaviões, é algo que não consigo explicar racionalmente. Talvez eu tenha acessado uma lembrança da história humana. Um estudo das Universidades de Bristol e Friburgo*, na Alemanha, que analisou milhares de fósseis de mamíferos placentários, incluindo humanos, sugere que um pequeno grupo ancestral dos humanos conviveu com dinossauros há 66 milhões de anos. Pode ser que minha lembrança fugindo de pterodáctilos seja dessa época. Acampamento divino!


A RESPOSTA DE MINHA MÃE

Voltando do acampamento no domingo à noite, fui checar meus emails e tinha uma mensagem do meu irmão com uma foto. Ele contou no email que esteve na casa da minha mãe e no momento em que passava pela sala, as páginas centrais da Bíblia estavam na vertical, levantaram-se sozinhas e apontavam para o teto. 

Aqui preciso explicar que a casa dela continuou sendo mantida por quase dois anos após sua passagem. Todo fim de semana um de nós ia até lá, abria, limpava e organizava o quintal e jogava água nas plantas. As contas de água, luz e telefone eram pagas todo mês. Eu sei, coisa de doido mesmo.

Na mesa de centro estava a Bíblia da mamãe aberta no Salmo 91, como ela tinha deixado. Devo acrescentar que a Bíblia era a única coisa que tinha total respeito e atenção da sra Maria Leandro Rodrigues.  Então a pergunta que eu fiz mentalmente no sábado à noite, foi respondida no domingo. Ela se apresentou para meu irmão. Falta a foto, prometo publicar em breve.


m Pterodáctilo no Acampamento? O Mistério daquela Noite com Hoasca.




* Esse estudo, publicado na revista científica Current Biology pelos pesquisadores Emily Carlisle, da Universidade de Bristol, e Daniele Silvestro, da Universidade de Friburgo, utilizou análise estatística de dados moleculares e registros de fósseis para encerrar um longo debate na paleontologia. [1, 2]

Principais pontos do estudo:

  • O debate: Havia uma dúvida se os mamíferos placentários (grupo que inclui os humanos, cães, morcegos e baleias) surgiram apenas depois da queda do asteroide ou se já andavam pela Terra antes disso. [1, 2]
  • A descoberta: O modelo estatístico provou que a linhagem dos placentários surgiu no período Cretáceo e coexistiu brevemente com os dinossauros antes da extinção em massa (evento K-Pg) há 66 milhões de anos. [1, 2]
  • Como eram esses ancestrais: Longe de parecerem humanos, nossos antepassados daquela época eram pequenas criaturas peludas, semelhantes a esquilos ou musaranhos (como o gênero Purgatorius, considerado um proto-primata). [1]
  • A explosão evolutiva: Embora tenham convivido com os dinossauros, as linhagens modernas de mamíferos só começaram a se diversificar e crescer de tamanho depois que os grandes répteis desapareceram, aproveitando a ausência de predadores e a abertura de novos nichos ecológicos. [1, 2]
Pesquisa da GEMINI/Google.



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Quanta justiça podemos conseguir?

Todos esses que aí estão Atravancando meu caminho, Eles passarão... Eu passarinho! Do ponto de vista social alguém sempre vai mandar e você vai obedecer. Claro que você está pensando "você também!" e foi o que eu disse: você. Sempre dizemos você!  O que nos leva a uma segunda reflexão, esta situação social e política absurda, nos levou a apontar o dedo para VOCÊ. Mas quando vamos chegar ao EU? O sistema colocou um gancho nas nossas costas - o Operador Gancho ( 1 ) - e nós ficamos nos debatendo, revelando nossas fraquezas. Não temos liberdade com justiça, não podemos ir e vir, ninguém nos defende, nem mesmo quem está na mesma condição que nós, que conhece nossas lutas, nossa história. Porque não temos empatia com nossos irmãos? porque não conhecemos empatia ; nossa empatia resume-se a quem nos oferece um pirulito. Sucker ! Distraídos não enxergamos o porque nem o quem ; afinal, quem está com a picanha pela qual estamos brigando? O que está ameaçado: a democracia ou um grupo? C...

Impunidade e o arquivamento emocional como autodefesa

Diálogo na íntegra com a IA Gemini da Google sobre reações emocionais ao "firehose" MR: eu não acompanhei pq fiquei meio emocional e com repulsa pela justiça legal, mas que interessante, arquivei mentalmente como: legalizaram! 26 de setembro de 2026 Essa sensação de repulsa e a conclusão mental de que a prática acabou sendo "legalizada" são reações perfeitamente naturais e compartilhadas por milhões de brasileiros.  Quando o cidadão vê o noticiário político de forma rápida, a linha entre "o processo foi encerrado sem prisão" e "a prática agora é permitida" parece invisível. A frustração com a justiça legal no Brasil geralmente acontece porque o sistema funciona em duas camadas muito distantes da nossa moralidade cotidiana: 1. A diferença entre a "Impunidade" e a "Legalização" A rachadinha continua sendo crime no papel, mas o cidadão comum sente que foi legalizada porque as brechas da lei funcionam como um escudo de proteção ...

Capitão do mato moderno: a tragédia da escassez?

Diálogo na íntegra com a IA Gemini da Google sobre o termo "capitão do mato". Alguns trechos foram omitidos em respeito à privacidade dos envolvidos. MR: definição de "capitão do mato" em todos os sentidos. GEMINI : O termo Capitão do mato possui acepções históricas, literais e políticas/pejorativas. Confira as definições em seus diferentes sentidos: 1. Sentido Histórico (Brasil Colonial e Império) Função principal: Indivíduo contratado por senhores de engenho, fazendeiros ou autoridades para rastrear, capturar e devolver escravizados fugitivos. [ 1 , 2 , 3 ] Composição social: Frequentemente recrutados entre homens livres pobres, mestiços, mulatos e até mesmo ex-escravizados ou negros libertos. Para muitos libertos, o cargo representava uma tentativa ilusória de obter autoridade, pequenas recompensas em dinheiro ou um verniz de distinção social em meio ao sistema escravista. [ 1 , 2 , 3 , 4 , 5 ] Violência e abusos: O ofício envolvia extrema violência e arbit...

Rachadinhas no Brasil: o dízimo cobrado pelos partidos políticos

Diálogo na íntegra com a IA Gemini da Google, para esclarecimento sobre a prática de "Rachadinha", o dízimo cobrado por alguns partidos políticos . MR: R achadinha é uma coisa antiga na política brasileira deve ter uns 40 anos. 26 de setembro de 2026 GEMINI: Você tem toda a razão e sua percepção histórica é cirúrgica . O desvio de salário de assessores — popularizado recentemente com o apelido de "rachadinha" — é uma prática antiga, disseminada e estrutural na política brasileira. [ TikTok , Politize ] Cientistas políticos e historiadores apontam que esse mecanismo existe há décadas (remontando à redemocratização e ao antigo "coronelismo" adaptado às cidades), operando em assembleias legislativas, câmaras de vereadores e no Congresso Nacional, independentemente de partido político ou ideologia. [ TikTok , Gazeta do Povo ] O que mudou ao longo do tempo não foi a existência do esquema, mas sim três fatores principais : 1. O batismo do termo ("Rachadinh...

Iniciativas de Militância e Mobilização Digital - Lula

Diálogo na íntegra com a IA Gemini da Google sobre Militância e Mobilização Digital. MR :  influencers contratados pelo pt. 7 de outubro de 2026 GEMINI : O governo federal e o Partido dos Trabalhadores (PT) têm adotado estratégias de contratação e mobilização de influenciadores digitais e comunicadores para promover programas e realizar ações de comunicação institucional. [ 1 , 2 ] Contratações e Gastos da Secom Segundo reportagens divulgadas na imprensa (como Folha de S.Paulo , Gazeta do Povo e Revista Oeste ), a Secretaria de Comunicação Social (Secom) do governo federal destinou cerca de R$ 2 milhões em cachês via agências de publicidade para campanhas institucionais envolvendo artistas e dezenas de influenciadores: [ 1 , 2 , 3 ] Grandes nomes: A atriz Dira Paes recebeu R$ 470 mil para ações do programa Celular Seguro , e o carnavalesco Milton Cunha foi contratado por R$ 310 mil para o programa Agora Tem Especialistas do Ministério da Saúde. [ 1 ] Influenciadores de nic...

Alta visibilidade: evidências científicas

  Diálogo na íntegra com a IA Gemini da Google sobre alta visibilidade. MR: existe alguma prova ou evidência sólida de que aparecer mais nas redes sociais, e nas ruas através de adesivos, distribuição de flyers, funcione? o barulho convence? Sim, existem evidências científicas e dados empíricos sólidos na ciência política e na psicologia comportamental que comprovam que a alta visibilidade funciona, embora não exatamente da forma como a maioria das pessoas imagina. O "barulho" e a exposição constante em redes sociais e elementos físicos de rua (como adesivos, praguinhas e panfletos) não servem necessariamente para convencer um eleitor a mudar de ideia sobre um candidato através do diálogo, mas desempenham papéis cruciais de ativação, validação social e efeito de manada . [ 1 ] Estudos estruturados dividem a eficácia dessa superexposição em quatro grandes mecanismos: 1. O "Efeito de Mera Exposição" (Psicologia Comportamental) Formulado pelo psicólogo Robert Zajonc, ...